Diante do cenário pandêmico que o mundo se encontra, surge uma questão bastante relevante: e se, para circular livremente ou voltar ao trabalho, fosse necessário apresentar um documento que garantisse a sua imunidade contra a Covid-19?
Países como Estados Unidos da América, Alemanha, Reino Unido ou Itália já discutem a possibilidade de emitir “passaportes imunitários” para os cidadãos que já tenham desenvolvido anticorpos contra a doença. Logo, o documento seria emitido após realizados testes serológicos, que revelam quem foi infectado, mesmo sem saber, ao detectarem anticorpos no organismo.
A ideia é que as análises sejam feitas por região, por faixa etária ou até por categoria profissional, revelando assim o grau de proteção de cada um destes grupos. Com efeito, as faixas populacionais que estiverem mais imunizadas poderão ser as primeiras em termos de liberdade das medidas de contenção. Vale ressaltar que ainda não há comprovação científica de que a presença de anticorpos seja sinônimo de proteção total.
Isso porque com outros coronavírus é possível ter reinfecção, porém há razões para acreditar que a segunda infecção não seja tão grave quanto a primeira. Outro ponto importante é que ainda não está determinado qual a quantidade de anticorpos necessários no organismo para garantir a imunidade ou durante quanto tempo os anticorpos são capazes de proteger pessoas.
À vista disso, a discussão tem levantado muitas questões éticas devido à discriminação positiva dos já infectados e curados em relação aos demais cidadãos. O Reino Unido levantou a hipótese de tentativas de falsificação dos certificados, assim como o perigo de as pessoas desrespeitarem as medidas de distanciamento social para tentarem contrair o vírus, desenvolverem anticorpos e, consequentemente, regressarem rapidamente ao trabalho.
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