De acordo com recentes notícias divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação teve um aumento de 11,6% no trimestre que terminou em fevereiro de 2020. O percentual de aumento é equivalente a 12,3 milhões de pessoas sem emprego com registro em carteira. Os dados do instituto são corroborados pela Pnad Contínua, apresentada pelo IBGE no dia 31 de março deste ano.
A elevação da taxa de desocupação do último trimestre em comparação com o trimestre encerrado em novembro do ano passado cresceu 0,4%, após ser registrado taxa de 11,2%. De acordo com o instituto, essa recente elevação na taxa de desocupação significa mais pessoas desempregadas e déficit na economia do país a médio e longo prazo.
“É comum que no início de cada ano aconteça uma interrupção, pois já vinhamos caminhando por entre taxas declinantes até o final do ano passado. Porém, não tínhamos observado uma reversão no mês de janeiro, que veio com força em fevereiro deste ano, principalmente influenciada pela grande quantidade de pessoas exercendo alguma ocupação e a elevação do emprego com carteira registrada”, explica Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela pesquisa.
A taxa de desocupação vem caindo de forma contínua na comparação entre os trimestres encerrados em fevereiro do ano passado e deste ano. “O trimestre que foi encerrado no mês de fevereiro de 2020 vem com uma taxa inferior ao trimestre encerrado em fevereiro de 2019, período em que a desocupação no país estava em 12,4%. Essa queda foi motivada pelo leve crescimento da economia ao decorrer do ano passado e pelo aumento do número de empregos com carteira registrada”, diz a pesquisadora.
A responsável pela pesquisa também observa que a elevação no número de desocupados no país não foi motivado pelo comércio como em outrora. Tradicionalmente, este é o setor que mais costuma demitir pessoas que foram contratadas para atender a demanda temporária de emprego no final do ano. Porém, desta vez, a especialista diz que a taxa foi puxada pelo setor de administração pública (-2,3%), construção (-4,4%) e serviços domésticos (-2,4%).