Taxa de desemprego tem redução no fim do trimestre encerrado no mês de agosto, considerando as vagas de emprego com registro em carteira criadas durante o período. Porém, ainda assim o número de vagas formais supera as vagas com registro em carteira. Os dados foram lançados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgados em novas notícias no dia 28 de setembro de 2019.
Em um período de 12 meses, o número de postos de trabalho informais atingiu a casa dos 1,4 milhões de oportunidades geradas. Essas vagas são classificadas como sem registro em carteira ou CNPJ. Já as vagas de emprego criadas com registro em carteira atingiram a casa dos 403 mil nestes 12 meses avaliados.
Os dados lançados foram comparados com o trimestre que se encerra em agosto de 2018. Na comparação, as informações levantadas pela Pnad Contínua no ano passado foram confrontadas com os dados lançados em setembro deste ano. Neste caso, esse critério difere da forma adotada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, na hora de avaliar o retrospecto de vagas de emprego geradas.
De acordo com o IBGE, o grupo que conta com os trabalhadores informais são constituídos por autônomos sem CNPJ, trabalhadores sem registro em carteira (incluindo trabalhadores domésticos) e trabalhadores registrados que fazem renda extra com alguma atividade sem remuneração fixa, CNPJ ou registro em carteira. De acordo com o Instituto, o grupo de trabalhadores informais é grande e predominante no Brasil.
“Alguns trabalhadores que decidem desbravar o mercado por conta própria buscam se formalizar, mas a grande maioria que decide fazer isso não é formalizada. Neste caso, acredito que o ideal é que a formalização do mercado seja mais rigorosa do que é neste momento. Para isso acontecer, o Brasil precisa crescer e desenvolver mais sua economia. A expectativa de crescimento econômico para este ano é de 1%. Então, infelizmente o mercado de trabalho acaba sofrendo e não tem como lutar por mais formalização”, explica João Saboia, professor do UFRJ e do Instituto de Economia da universidade.